- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa.
Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três
eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando,
mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então,
estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora
de preparar o coração... É preciso ritos...
Assim o principezinho cativou a raposa.
Mas, quando chegou a hora da partida,
a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal;
mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua
é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus,
e eu te farei presente de um segredo...
(Saint-Exupéry)
sexta-feira, setembro 08, 2006
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2 Comentários:
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos"...eis o segredo revelado.
O Pequenho príncipe é fantástico né...
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